segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A Essência dos Direitos Humanos, Desigualdades e Cristianismo na Personalidade Africana - Caso da Identidade Moçambique

INTRODUÇÃO

O presente artigo centra suas atenções nos Direitos Humanos, Desigualdades e Cristianismo. Neste foco, pretende-se analisar os direitos humanos debruçando-se da conquista da liberdade africana, bem como das desigualdades sociais que são originárias da exclusão do outro. Assim, parte-se da seguinte questão: "Que analogias fazem-se dos direitos humanos nas desigualdades sociais e nas liberdades religiosas das sociedades?". As respostas a esta pergunta partirão de autores-chaves da personalidade africana escolhidos aleatoriamente, nomeadamente Chimamanda Adichie, Paulin J. Hountondji, Alicia Ferreira Gonçalves, Kwame Anthony Appiah e Paulina Chiziane, como também serão suportadas pelas palestras e outras referências bibliográficas. Por fim, são tecidas as considerações de forma sintética e resumida de todos autores e referências.

As analogias dos direitos humanos nas desigualdades e liberdades religiosas em Chimamanda Adichie

A começar por Poppovic (2004), os direitos humanos são uma "linguagem para produzir mudanças nas sociedades. Na história dos direitos humanos, desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, entre outros, verifica-se uma luta de promoção e valorização da dignidade humana, procurando se demonstrar que as pessoas são iguais. Na perspectiva de Adichie (2009), essa luta, hoje, pelos Direitos Humanos, é fruto de uma longa história única, em que alguns povos foram marginalizados, colocados na história apenas como objecto ou instrumento de acumulo capital. No entanto, a luta pelos direitos humanos dos povos não pode ser vista como única historia, deve ser estudada e compreendida em todos e para todos povos.
Esta luta pelos direitos humanos demonstra que a história da humanidade não pode ser feita por uma única historia, isto é, há uma necessidade de se escrever sobre os povos tomando em consideração todas as suas fraquezas e potencialidades. A não consideração de uma face da história leva a um risco, o que Adichie (2009), considera perigo de uma única história. Para esta autora, a história única representa um perigo para o objecto sobre o qual se faz a história. E em toda história deve-se levantar indagações, dúvidas e incertezas, bem como é necessário que os povos não sejam impressionáveis e vulneráveis, podendo para tal, fazer a sua própria história, sendo principal sujeito da história, uma vez que tem capacidade para falar e escrever por si, sobre suas potencialidades e da sua cultura.
A importância do estudo dos direitos humanos hoje, associados a questões de desigualdades e liberdades religiosas pode permitir que a história dos direitos humanos de todos povos seja feita e conhecida em todas suas faces, permitindo conhecer as potencialidades e fraquezas dos povos, bem como possibilitar o seu intercâmbio visando a valorização da dignidade humana de todos povos e evitar exclusões sociais baseadas em fundamentos transmitidos por uma única história. Só evitando a única história é que os povos podem se auto-afirmar, valorizando as suas identidades, suas personalidades e ganhando liberdades religiosas, estas que pode permitir a exaltação da sua cultura, suas religiões, seus símbolos religiosos e suas capacidades sociais e psíquicas de inter-relacionamento com o outro, em beneficio de todos.

 As analogias dos direitos humanos nas desigualdades e liberdades religiosas em Paulin J. Hountondji

"As sociedades africanas devem elas próprias apropriar-se activa, lúcida e responsavelmente do conhecimento sobre elas capitalizado durante séculos" (Hountondji, 2008: 149). Ao iniciar com esta asserção importa ressaltar que os direitos humanos precisam ser apreendidos filosoficamente, pois que só assim, mudanças nos direitos humanos serão efectivadas de forma lúcida, responsável e indecentemente. Portanto, os africanos não estão alheios a esta filosofia dos direitos humanos, pois que "há uma chamada de atenção para que eles próprios sejam principais fautores do seu destino, bem como precisam resolver problemas africanos através de soluções africanas" (Ngoenha, 1998; 2000).
Os direitos humanos hoje precisam constituir um instrumento de emancipação, pois a sua apreensão não deve excluir a filosofia africana, esta que constitui um processo autónomo e auto confiante de produção de conhecimento e de capitalização que permite, aos africanos, responder as suas próprias questões e ir ao encontro das necessidades intelectuais e materiais das sociedades africanas. A não apreensão filosófica dos direitos humanos pode culminar com a exclusão de algumas culturas, culminando desta forma nas desigualdades sociais das sociedades africanas, em particular. Portanto, conhecer a filosofia dos direitos humanos hoje pode constituir uma ponte para uma igualdade e liberdade dos povos. Nesta perspectiva, os direitos humanos precisam ser compreendidos e enquadrados em todas culturas, através dos seus símbolos de comunicação, como também todas culturas precisam defender os seus símbolos.
Na perspectiva de Hountondji (2008), a religião como forma de religar-se a Deus, os direitos humanos, a liberdade, os símbolos culturais, não podem ser concebidos como uma mundivisão implícita partilhada insconscientemente por todos africanos. Os direitos humanos e todo ocidentalismo em África precisam ser criticados e opostos pela filosofia africana, esta que deve pautar pela autenticidade, reafirmando em primeiro lugar a sua cultura no mundo e não o mundo na sua cultura. Nesta perspectiva, os direitos humanos precisam dirigir-se ao seu publico alvo, os africanos, através de toda diversidade linguística que existe em África.

As analogias dos direitos humanos nas desigualdades e liberdades religiosas em Alice F. Gonçalves

Para Gonçalves (2010), a cultura diz respeito ao cultivo do espírito e da moral. Neste sentido os direitos humanos se tornam importantes se efectivarem mudanças tendendo a cultivar o espírito e a moral de todas sociedades através do respeito da diversidade que existe no cultivo do espírito a nível de todas sociedades hoje existentes. Na actualidade o não respeito pela cultura do outro, seus hábitos e costumes representa uma exclusão do ser que culmina na conotação de que este outro não tem cultura ou que não tem bons hábitos e costumes e desagua-se na desigualdade social entre as sociedades.
Fixo em Gonçalves (2010), os direitos humanos hoje devem ser vistos como um meio para a mudança em que haja reconhecimento de todas culturas, hábitos e costumes, pois que só assim as sociedades eliminarão a exclusão social e a respectiva desigualdade. Isto porque a cultura sustenta a coesão social, e os seus elementos são produtos de processos históricos complexos que envolvem a difusão e o empréstimo de traços culturais vizinhos. Neste processo o papel dos costumes na formação do indivíduo é de incorporar inconscientemente o comportamento socialmente validado pelas instituições de cada cultura.
Estando nesta actualidade marcada pela difusão do cristianismo e inferiorização de sociedades, africanas em particular, importa ressaltar que a cultura é uma construção social e constitui a base de identidade de um povo e que cada povo precisa encontrar sua liberdade para cultuar a sua própria cultura. E neste tipo processo em que recomenda-se a indigenização da modernidade, em que a base é a valorização das particularidades nacionais, valores e tradições em contraposição ao progresso da técnica e da ciência capitalista.

As analogias dos direitos humanos nas desigualdades e liberdades religiosas em Kwame Appiah

Partido de Santos (2013), a actualidade é marcada pela modernidade, que não deixa de lado a globalização vista como localismo globalizado duma dada cultura, caso do capitalismo. Os direitos humanos por seu lado não estão alheios a esta questão de modernidade e globalização.
Imbuído na perspectiva de Appiah (sd), embora seja produto da modernidade, bem como da globalização há uma necessidade de compreender os direitos humanos como um assunto particular das sociedades, isto e, precisa-se partilhar os interesses entre sociedades (africana e ocidental), tornando-se assim modernas, pois que modernidade constitui a formação intelectual e social característica do mundo industrializado. E com a partilha de interesses entre as sociedades poder-se-á reconhecer a autenticidade, capacidade, poder de cada cultura, seu simbolismo, crenças, etc., uma vez que toda construção social da realidade baseia-se na fé dos autores sociais, as comunidades que acreditam nos seus deuses, hábitos e costumes.

As analogias dos direitos humanos nas desigualdades e liberdades religiosas em Paulina Chiziane

Numa actualidade particular moçambicana há uma necessidade de encarar os direitos humanos como instrumentos que precisam reconhecer a identidade, cultura, hábitos, essência e autenticidade desta sociedade (palestra de Chiziane, 23/09/16). Porque para Chiziane e Martins (2015), na época moderna verifica-se um ocidente que efectua estudos em África, explora seus recursos e os transforma, voltando assim a marginalizar os hábitos e costumes destes povos.
O diabolismo atribuído a religiões moçambicanas, em particular, deve ser visto como produto dum ocidente que sempre pretendeu maldizer do poder das religiões africanas, propalando-as como sendo negras, insignificantes e sem essência. Nesta actualidade, segundo Ngoenha (1998), Chiziane & Martins (2015); Appiah (sd), a exortação é duma personalidade africana em que os problemas africanos devam ser resolvidos através de soluções africanas, valorizando-se cada vez mais a cultura africana, seus hábitos e costumes, sem com isso deixar de cooperar com outras sociedades, mas estando atento e fazendo a sua própria história.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Discorridos analogias dos direitos humanos nas desigualdades sociais e nas liberdades religiosas das sociedades pode-se concluir que os povos, sociedades, nações precisam fazer a sua própria história, não deixando margem para que o outro escreva sobre si. Para tal, é necessário que sociedades africanas devam elas próprias apropriar-se activa, lúcida e responsavelmente do conhecimento sobre elas capitalizado e marginalizado durante séculos.
Ao falar de cultura importa ressaltar que consiste no cultivo de espírito humano, personalidade do ser, valores morais e sustenta uma coesão social. E sendo assim, todas sociedades (africana, europeia, asiática, americana, etc.) têm cultura e cabe a cada uma o respeito da cultura do outro. Na modernidade há uma necessidade de partilha de interesses entre as sociedades, podendo as religiões africanas, europeias, americanas, etc., cooperarem de forma a dignificar cada vez mais o Homem.
A modernidade ocidental marcada pela ética protestante e espírito do capitalismo, onde a essência é negar o outro ser, capitalizando a natureza do outro precisa ser combatido através da reafirmação das personalidades, onde o africano precisa de uma autenticidade, autonomia, independência na construção do seu conhecimento, reafirmação da sua cultura e partilha dos seus recursos. Esse é um ponto de partida para lutar sobre os direitos culturais dos africanos marginalizados durante séculos. Filosoficamente chama-se atenção para uma sociedade actual mais atenta, responsável e vigilante, principalmente quando o ocidente traz politicas de cooperação.
Em Moçambique, as liberdades religiosas precisam ser alcançadas através da luta incessante para uma efectivação total dos direitos humanos, estes que foram violados desde a conversão efectuada através de políticas coloniais que usaram-se da religião ocidental para marginalizar as suas crenças. Nesta perspectiva, precisa mais uma vez de se fazer duras criticas para o presente cristianismo que prevalece em Moçambique e que continua considerando toda religião africana de diabólica.

  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ADICHIE, Chimamanda. (2009). Os Perigos de uma única história. In: https://www.ted.com/talks/chimamanda_adichie_the_danger_of_a_single_story/transcript?language=pt Acessado a 19 de Setembro de 2016.
APPIAH, Kwame A. (sd). Velhos deuses, novos mundos. In: Na Casa de Meu Pai: A África na filosofia da cultura. Contraponto.
CHIZIANE, Paulina & MARTINS, Mariana. (2015). Ngoma Yethu: O Curandeiro e o Novo Testamento. 2ª Edição, Maputo: Matiko.
GONÇALVES, Alice F. (2010). Sobre o conceito de cultura na antropologia. Cadernos de estudos sociais – Recife, v. 25, nr 1, p. 61-74.
HOUNTOUNDJI, Paulin J. (2008). Conhecimentos de África, conhecimento de Africanos: Duas perspectivas sobre os Estudos Africanos 149-160. In: https://rccs.revues.org/699 Acessado a 22 de Setembro de 2016.
NGOENHA, Severino E. (1998). Filosofia Africana: Das Independências às Liberdades. Maputo: Paulistas.
__________ (2000). Estatuto e Axiologia da Educação em Moçambique: O Paradigmático Questionamento da Missão Suíça. 1ª Edição, Maputo: Livraria Universitária.
POPPOVIC, Pedro P. (2004). Direitos Humanos em Movumento: Um mapa para o futuro de um movumento. São Paulo: SUR.

SANTOS, Boaventura de S. (2013). Se Deus fosse um Activista dos Direitos Humanos. Coimbra: Almedina.

A História de Moçambique numa Perspectiva dos Direitos Humanos, Eesenvolvimento Económico e Boa Governação

Com o presente artigo pretende descrever a história de Moçambique numa perspectiva dos direitos humanos, desenvolvimento económico e boa governação, partindo duma análise sobre o processo de integração de Moçambique na Economia Mundo (através da escravatura, cultivo do algodão e cultivo de arroz). Analisa-se o papel desempenhado pela cultura de algodão na economia-mundo, e o papel desempenhado pelo trabalho migratório na economia moçambicana no período de 1930-1970 e pós independência. E já na recta final analisa-se a trajectória do desenvolvimento de Moçambique nos períodos de 1930 – 1974 e 1975-1987. Por fim, são tecidas algumas considerações finais, sendo que a metodologia aplicada centra-se na revisão bibliográfica.

Moçambique foi integrado na economia mundo muito antes de ser "Moçambique". Isto porque este processo de integração data desde os séculos XVI-XVII, período em que já se verificava a penetração árabe na costa norte de Moçambique. Estes árabes desenvolviam a escravatura nas margens sul do vale e da alta Zambézia para diversos mercados oceanoindicos (MEDEIROS, 1988). A integração de Moçambique na economia mundo inicia com as piores formas de violação dos direito humanos, as primeiras formas de acumulação de capital, as trocas comerciais desiguais (SANTOS, 2013; MEDEIROS, 1998). Estas primeiras formas de integração demonstraram a existência de níveis de "ignorância, negligência ou o menosprezo dos direitos do homem, estes que são as únicas causas dos males públicos e da corrupção governamental" (HUNT, 2009: 17).

Por outro lado, Moçambique é integrado na economia mundo através do cultivo do algodão por volta de 1938. Nesta época "o governo português, através de legislação algodoeira, passou a controlar, a partir de Lisboa, todos os aspectos da produção e comercialização do algodão nas colónias", criando a Junta de Exportação de Algodão Colonial (JEAC), com sede em Lisboa (FORTUNA, 1993: 45). Através deste organismo, o governo pretendia estabelecer um maior controlo sobre as companhias concessionárias em Moçambique. No entanto, o sistema de produção camponesa mantinha-se, e as companhias obrigaram-se a desenvolver, mais activamente, a cultura do algodão em concessões alargadas. Com esta integração pode-se verificar que Moçambique impulsionou significativamente o desenvolvimento de Portugal, e foi no "período de 1936-1939 que a indústria têxtil portuguesa recebeu um grande estímulo para o seu desenvolvimento através do acesso ao mercado têxtil em Espanha, cujas fábricas diminuíram a produção durante a prolongada guerra civil" que atingiu esse país europeu (HEDGES, 1993:89).

O cultivo de arroz entra também como elemento de integração de Moçambique na economia mundo. Nesta integração, Portugal, para promover a auto-suficiência em arroz decide introduzir a produção obrigat6ria do arroz. E círculos orizicolas foram constituídos e os europeus responsáveis pela compra, descasque e comercialização, passaram a ser supervisionados pela divisão do fomento orizícola, criada em 1942, e que tinha poderes semelhantes aos da JEAC[1]. A cultura forçada de arroz baseava-se, desde o seu começo, no modelo da cultura do algodão, baseava-se também na pressão exercida pelos administradores, cipaios e capatazes. Os concessionários deviam distribuir as sementes, fertilizantes e sacos, tendo cada homem que cultivar um hectare e cada mulher meio-hectare. O "arroz devia ser vendido pelo camponês apenas ao concessionário, a um preço baixo, fixado pelo governo" (HEDGES, 1993: 93).

Esta integração de Moçambique na economia mundo através de culturas forcadas (algodão e arroz) continuou ignorando os direitos humanos dos camponeses, uma vez que "o rendimento por hectare não era compensado de acordo com a produção" (HEDGES, 1993: 88). Esta violação dos direitos humanos não termina com culturas forcadas, mas continuou através doutras formas, caso da exploração do homem como carregador de machila, na construção de estradas, caminhos de ferro, e até na própria assimilação (CHILUNDO, 2001; NGOENHA, 2000).

Portugal, devido a sua incapacidade financeira de ocupar efectivamente Moçambique opta, nos finais do século XIX, por arrendar o centro e norte de Moçambique a companhias majestáticas e arrendatárias, reservando o sul do paralelo 22 (províncias de Inhambane, Gaza e Maputo) para fornecer mão-de-obra às minas da África do Sul, integrando desta forma Moçambique na economia mundo. Este trabalho migratório serviu mais os interesses dos regimes coloniais e do apartheid. Esta exportação da mão-de-obra constituiu num marco mais alto da exploração do trabalhador moçambicano, como também o marco da distorção e do subdesenvolvimento da economia nacional, este trabalho que constituiu ainda mais um problema central do período de transição para o socialismo (CEA, 1998).

De forma geral, a integração de Moçambique na economia mundo através da escravatura, culturas forcadas e o trabalho mineiro justifica o atraso de Moçambique, em que a sua governação esteve sempre assente num Portugal incapaz, que olhava para o capital internacional (alemão, inglês, francês, etc.) como solução das necessidades de Moçambique. O desenvolvimento económico de Moçambique pode ser percebido actualmente como sendo resultado duma sequência de factores interligados, que desagua nas instituições da Breeton Woods (FMI e BM), e que claramente subjuga a economia nacional numa dependência financeira total, comprometendo o futuro da nação. A integração de Moçambique na economia-mundo teve, na sua história, o papel desempenhado pela cultura de algodão.


Ao falar da cultura de algodão torna pertinente destacar que a Inglaterra, nos anos 1760, foi das primeiros países europeus a produzir em grande escala o algodão e desenvolvendo muito a industria têxtil, sem ter que falar da Índia dos anos 1640. E por ter se centrado muito mais na produção do algodão, muitos outros países (Alemanha, França, etc.) partiram para outras áreas, tais como metalúrgica, química, automóvel, etc. Portanto esta centralidade no algodão criou um colapso da indústria inglesa e manteve outros países europeus na dianteira.
Moçambique se iguala a este exemplo da Inglaterra quando Portugal introduz Moçambique no mercado internacional através da cultura da indústria têxtil, isso no momento em que a indústria têxtil já havia perdido seu valor, razão pela qual, justifica-se por um lado, o atraso de Moçambique. A cultura de algodão, no geral, foi responsável em várias partes do globo pela sujeição de numerosos contingentes de mão-de-obra aos ditames da produção mercantil (FORTUNA, 1993). Esta sujeição pode ser vista como uma forma de uso da forca de trabalho para acumulação capitalista do lucro, visto que "do gado se fax sebo, e das pessoas o dinheiro" (WEBER, 2004: 45).
O cultivo de algodão em Moçambique foi um "arranjo económicos e políticos dominantes de Portugal e que só a partir do século XIX começa a despertar algum interesse internacional, sujeitando cada vez mais Moçambique a dominação colonial portuguesa" (FORTUNA, 1993: 170). Portanto, a cultura de algodão não foi a única que teve grandes impactos na economia moçambicana, pois que verificou-se também, em grandes escalas a exploração do trabalho migratório, que teve, por sua vez, um enorme papel importante na economia da África do sul e de Portugal.


O trabalho migratório teve um enorme papel para Portugal, África do sul e em última instancia, algumas desvantagens para Moçambique. Portugal ganhava nos anos 1945, através do sistema de pagamento diferido os subsídios que contribuíram significativamente para o balanço positivo de divisas da economia colonial, o que levou a que o governo colonial encorajasse a migração temporária. Ganhava também barras de ouro, estes que poderiam substituir os subsídios pagos pelas minas. Portugal, pretendeu, contudo, sempre "regulamentar as correntes migratórias para melhor cobrar impostos e assegurar o repatriamento, investindo consideráveis fundos na repressão da emigração clandestina, pelo menos no sul do país", através da polícia secreta africana, montada para o efeito (HEDGES, 1993: 157).
A mão-de-obra mineira moçambicana contribuiu enormemente na economia sul-africana. Só para elucidar, "o número de migrantes moçambicanos nas minas da África do Sul aumentou de cerca de 78.000, em 1945, para cerca de 96.000, e em 1960, para mais de 200.000, sendo que a Rodésia do sul alcançou em 1956 cerca de 117.000 trabalhadores mineiros" (HEDGES, 1993: 158; CEA, 1998).
O trabalho migratório teve enormes desvantagens, em última instancia, para Moçambique. Um dos aspectos foi a "ideologia difundida pelos recrutadores de que trabalhar nas minas significaria virilidade, símbolo de poder, etc", e esta ideologia reproduziu cada vez mais o sistema de exportação de mão-de-obra, o que culminou que cerca de três gerações passassem grande parte desenvolvendo África do sul, do que Moçambique (CEA, 1998: 5).
Com a Frelimo[2], este trabalho migratório tende a ser eliminado, visando o regresso de moçambicanos para trabalhar em sectores de indústrias, agricultura, etc. Este regresso de mineiros teve um papel importante, pois que alguns, embora dificuldades de língua, conseguiram-se enquadrar como electricistas, condutores de máquinas nos caminhos de ferros de Moçambique, mecânicos, etc. Com os trabalhadores moçambicanos nas minas da África do Sul, Portugal ganha divisas, barras de ouro, etc., desta forma intensifica-se o nacionalismo económico português, verificando-se o significativo papel do mineiro moçambicano na trajectória do desenvolvimento de Moçambique.

Até cerca de 1930, as relações económicas entre Portugal e Moçambique eram reduzidas, sendo os investimentos portugueses muito pouco significativos. Mas devido ao golpe de Estado militar de 1926, "o novo regime estabelecido em Portugal procurava mudar este cenário. Os anos subsequentes até 1937 foram da implementação do nacionalismo económico português" (HEDGES, 1993: 39). Algumas medidas implementadas foram as seguintes:
ü  Redução dos custos através do abandono de actividades dispendiosas, de despedimento de pessoal (incluindo europeus), e do encerramento de algumas fábricas menos rentáveis (caso da companhia Boror) que abandonou algumas plantações de sisal, suas machambas experimentais e fechou a sua salina e algumas lojas rurais. Entre 1931 e 1935, a Sena Sugar Estates encerrou as suas velhas plantações e fábricas em Caia e Mopeia, e reduziu um pouco a produção nas fábricas de Marromeu e Luabo;
ü  Produtos como o coco passaram a ser comprados aos camponeses a preços mais baixos;
ü  As empresas recorreram ainda a reduções salariais;
ü  Algumas plantações introduziram novos métodos para aumentar a produtividade, como, por exemplo, a utilização de animais de tracção em vez de trabalho braçal e de estrume como fertilizante.
As medidas acima mencionadas permitiram que o volume global das exportações de Moçambique se mantivesse, chegando mesmo a registar se subidas ligeiras, durante a crise mundial. No entanto, o valor das exportações de 1929 desceu para metade em 1933. Em 1936, e depois de uma certa recuperação, o rendimento foi apenas de 75% relativamente a 1929, apesar de ser um ano recorde de exportações em termos do volume. Para além das medidas acima, Portugal concentra-se cada vez mais no trabalho migratório, pretendendo limitar a perda de divisas, renegociando, em 1934, a Convenção de 1928 com a África do Sul. Como também a comunidade colona não ficou completamente isenta destas medidas, em que o número de brancos desempregados também aumentou entre 1930 e 1932 (HEDGES, 1993).

No tocante a educação, o governo colonial procedeu a modificações no sistema educacional de Moçambique. Concretamente passou a controlar mais directamente o ensino destinado à população negra. O objectivo do governo colonial era criar um sistema capaz de habilitar o indígena para o seu papel específico de trabalhador barato na economia colonial moçambicana. Por outro lado, o ensino para os brancos, que ocupavam os melhores postos de trabalho, tinha que oferecer uma formação mais completa, que os indígenas não precisavam. Foi por esta razão, que os funcionários da educação, perante o aumento da população branca em Moçambique, propunham uma separação mais acentuada entre o ensino das crianças indígenas e o das civilizadas (HEDGES, 1993; NGOENHA, 2000). Desta forma, a educação em Moçambique, desde o período colonial até a actualidade, não satisfaz os moçambicanos nem resolve os problemas dos moçambicanos, pois que "os objectivos da educação eram políticos" (NGOENHA, 2000: 38).

Durante o período de 1945 a 1960 assiste-se a uma expansão relativamente rápida e determinadas industrias viradas para o mercado local, devido ao facto de que a comunidade colona em expansão não podia ser totalmente absorvida pela agricultura, e que as industrias viradas para o mercado interno que surgiram nunca foram directamente competitivas com os principais ramos de exportação de Portugal. Neste processo a lei do condicionamento industrial  pretendia eliminar a concorrência interna das empresas já existentes em cada ramo, mas ao mesmo tempo, contribuir para a estagnação tecnológica, a criação de monopólios e a fraca qualidade dos bens e serviços comercializados (HEDGES, 1993).
A introdução de planos de fomento visava a elevação do nível de vida dos portugueses, assegurar -lhes novas e melhores oportunidades de emprego, modernizar a técnica e o equipamento na agricultura e nas indústrias. Estes planos de forma geral pretendiam subordinar os interesses das colónias aos da metrópole. Nesses planos, verificou-se no período de 1953-1958, a construção de infra-estruturas económicas e a promoção da imigração branca. No período de 1965 a 1967 verificou-se o apoio especial a sectores de exportação. No "período de 1968 a 1973 verificou-se o desenvolvimento industrial e no período de 1974 verifica-se o processo de industrialização", que por razões pan-africanas não foi concretizado na sua totalidade pelo governo português (PITCHER, 2002: 143). Desta forma, verifica-se que no momento mais alto da presença portuguesa em Moçambique, os moçambicanos toma o poder e começam a trilhar sobre os seus próprios ideias de libertação do povo moçambicano, já no pós-independência.

Depois de 1975, Moçambique começa a caminhar pelos seus próprios pés com o comando da Frelimo e sobre os ideais do nacionalismo africano de libertação do povo e sua união (NKRUMAH, sd). Nestes primeiros passos verifica-se que Moçambique herda uma economia atrasada de Portugal, visto que toda exploração feita era exportada para Europa, como também o próprio Portugal não tinha capacidades de colonizar efectivamente as suas colónias. Verifica-se que não existe quadros capazes de administrar grandes empresas e a solução foi olhar para os países do bloco ex-socialista, em particular a União soviética, que também procurava sua estabilidade pós guerras (MENDES, 1994). Olha-se também para os mineiros moçambicanos, na África do sul, como uma mão-de-obra que poderia estar a contribuir no desenvolvimento do seu país, apesar do governo de Ian Smith (presidente sul africano na altura) que apoiava a Renamo[3], partido moçambicano da oposição (CEA, 1977).
Devido a esta deficiente estrutura económica herdada por Portugal, Moçambique, copiando outros países, opta pela política de portas abertas, neste caso na economia de mercado (BRITO, 1993). Em direcção dos Estados Unidos filia-se às instituições da Breeton Woods (FMI[4] e BM[5]). Esta filiação pretendia implementar uma reabilitação económica do Pais, apesar do FMI ter receado, inicialmente, que Moçambique fizesse parte devido a sua fraca capacidade económica (ABRAHANSSON & NILSSON, 1998).
Opta-se pela liberalização e pela privatização das empresas em Moçambique (HARRISON, 1999). Olha-se também como estratégia de solução da situação de Moçambique as machambas estatais, familiares e as cooperativas (CASAL, 1996). Este partido olhou também para as aldeias comunais, estas que despromoveram os líderes tradicionais, suscitando conflitos entre as comunidades (GEFRAY, 1991; CASAL, 1991). Mas teve como obstáculo a corrupção entre os dirigentes e devido a este obstáculo, à imagem de demais países da região, a África ficou para atrás do desenvolvimento devido a níveis altos (ACEMIGLU & ROBISSON, 2012).



 Através das fontes citadas, bem como do presente artigo, pode se perceber que a situação económica actual de Moçambique pode ser justificada pela história da incapacidade financeira do colonialismo português, que já na sua história explorou dos diversos recursos naturais para a integração na economia-mundo. Mas a mesma situação actual do país encontra como obstáculo contra o seu progresso a corrupção, bem como a dependência pelas instituições internacionais que, através da doação, procuram por sua vez o lucro.
Desta forma, devido a dependência pelas instituições internacionais, verifica-se a continuidade duma não independência financeira, esta que mina ou bloqueia o futuro da independência económica de Moçambique.
Portanto, na linha da invenção dos direitos humanos, para Moçambique pode se avançar como hipótese a ideia de que os direitos humanos só se tornarão significativos quando ganharem conteúdo político. Não sendo os direitos de humanos num estado de natureza, mas sim os direitos de humanos em sociedade. Não sendo apenas direitos humanos em oposição aos direitos divinos, ou direitos humanos em oposição aos direitos animais, não sendo ainda mais, os direitos de humanos vis-à-vis uns aos outros, mas sim, direitos garantidos no mundo político secular (mesmo que sejam chamados "sagrados"), e que sejam direitos que requerem uma participação activa daqueles que os detêm.

  1. ABRAHANSSON, H. & NILSSON, A. (1995). Ordem mundial futura e governação nacional em Moçambique: Empowerment e espaço de manobra. Padrigu, CEEI-ISRI.
  2. _________. (1998). Moçambique em Transição: um estudo da história de desenvolvimento durante o período de 1974-1992. Padrigu, CEEI-ISRI.
  3. ACEMIGLU, Daron & ROBISSON, James. (2012). Why Nations Fails: The origins of power prosperity and poverty. Profile Books.
  4. BRITO, Luis. (1993). Estado e Democracia Multipartidária em Moçambique. In: Estudos moçambicanos, nr 13.
  5. CHILUNDO, A. (2001). Os camponeses e os Caminhos de Ferro e Estradas em Nampula (1900-1961). Maputo: Promédia.
  6. CASAL, A. Y. (1991). Discurso socialista e camponeses africanos: Legitimação político-ideológica da socialização rural em Moçambique (FRELIMO, 1965-1984). In: Revista Internacional de Estudos Africanos.
  7. _________. (1996). Antropologia e Desenvolvimento: Aldeias comunais de Moçambique. Lisboa: Instituto de Investigação Cientifica Tropical, 1996.
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  9. FORTUNA, Carlos. (1993). O fio da meada: o algodão de Moçambique e a economia-mundo (1860-1960). Porto: Afrontamento.
  10. GEFRAY, Christian. A causa das armas: antropologia da guerra contemporânea em Moçambique. Porto: Afrontamento. 
  1. HANLON, Joseph. (1997). Peace without profit – How the IMF Blocks Re-Building in Mozambique. Maputo: Imprensa Universitária.
  2. HARRISON, Graham. (1999). Corruption as Bourday politics: The state, democratization and Mozambique's unstable liberalization. In: Third word quaterlay, vol 20, nr 3, p 537-550.
  3. HEDGES, David (Coord.). 1993. História de Moçambique: Moçambique No Auge do Colonialismo, 1930 - 1961. Maputo: Departamento de Historia - Universidade Eduardo Mondlane.
  4. HUNT, L. (2009). A invenção dos direitos humanos. São Paulo: companhia das letras.
  5. MEDEIROS, Eduardo. (1988). As etapas da escravatura no norte de Moçambique. Arquivo Histórico de Moçambique.
  6. MENDES, J. (1994). A nossa situação, o nosso futuro e o multipartidarismo. Maputo
  7. NEWIT, M. (1995). A History oh Mozambique, London: Hurts & Company.
  8. NKRUMAH, K. África deve unir-se. Serie 2, nr 1, 3º Mundo e Revolução, Lisboa: Ulmero.
  9. NGOENHA, S. E. (2000). Estatuto e axiologia da educação em Moçambique: o paradigmático questionamento da missão suíça. Maputo: Livraria Universitária.
  10. PITCHER, M. ANNE. (2002).Transforming Mozambique: The politics of privatization, 1975-2000. New York: Cambridge.
  11. SANTOS, Boaventura de Sousa. Se Deus Fosse um Activista dos Direitos Humanos. Coimbra: Almedina, 2013.
  12. WEBER, M. A ética protestante e o "espírito" do capitalismo. São Paulo: Letras.
  13. WUYTS, M. M. (1978). Camponeses e Economia Rural em Moçambique. UEM-CEA.



[1] Junta de Exportação de Algodão
[2] Frente de Libertação de Moçambique
[3] Resistência Nacional dos Moçambicanos
[4] Fundo Monetário Internacional
[5] Banco Mundial

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Como alcancar objectivos traçados individualmente


Não importa qual a arma que usa… e como pretendes alcançar os teus objectivos…lute sempre e agarrado a eles…, não é difícil, mas há obstáculos pela frente…razão pela qual digo também para que:

Ø  Não viva mentiras;

Ø  Viva a vida que nasceste para viver;

Ø  Tome cuidado com o que jogas fora;

Ø  Prepare-se duramente;

Ø  Saibas que em cada trabalho há uma arma perfeita;

Ø  Tente ser a arma perfeita;

Ø  Nunca pense em um dublê para cumprir o seu destino;

Ø  Siga o propósito para o qual foste preparado;

Ø  Salve sempre que puder;

Ø  Tome o controle de ti e dos seus dependentes;

Ø  Tome cuidado com algumas pessoas;

Ø  Pegue de volta o controle da tua vida…

Quem me disse isso foi a procurada FRATERNIDADE e penso que preciso informar tambem e hoje partilho contigo depois de ter comprovado que é possivel sim alcansar-se o que se pretende na vida..., desde que se mantenha a fé.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Curiosidades

1 – O Japão é menor do que o Rio de Janeiro e é mais rico do que o Brasil inteiro

2 - Mais de 50% dos usuários do twitter , não tem nenhum seguidor.

3 – O esqueleto de um homem de 64 quilos pesa cerca de 11 kilos.

4 – Os homens mentem mais que as mulheres. Mas as mulheres inventam melhores mentiras.

5 - Na Austrália, é ilegal vestir calça cor de rosa depois do meio-dia de domingo.

6 - Clima tropical favorece o nascimento de bebês do sexo feminimo.

7 - Dar gorgeta no Japão é visto como falta de educação. 

8 – O suor do hipopotamo é roxo.

9 - 23,06% das mulheres já deixaram o celular cair na privada, quando vão ao banheiro fazer necessidades e esquecem no bolso de trás da calça.

10 - 4 Kg é o peso do cerebro humano. Este consome 25% do oxigeno que respiramos.

11 - Na China, para frequentar a escola você deve ser inteligente. 

12 - O Twitter produz mais de 400 milhões de mensagens diariamente.

13 - Pessoas extrovertidas são mais criativas.

14 – Poluição ajuda a reduzir o nascimento de bebês do sexo masculino.

15 - De cada 5 pessoas 2 se casam com seu primeiro amor. 

16 - Rowan Atkinson o Mr. Bean foi um dos atores cogitados para o papel de Lord Voldermort em Harry Potter.

17 - A única seleção de futebol do mundo que nunca perdeu um jogo para o Brasil é a Noruega.

18 - Em média um orgasmo em um homem dura 6 segundos. E nas mulheres 23 segundos.

19 – A maioria dos adultos gritam, quando estão falando no telefone.

20 - 11% das pessoas já tiveram relações sexuais com algúem que conheceu no Facebook.

21 – A cada minuto 50 bíblias são vendidas pelo mundo.
22 – Uma lata de Coca-Cola Light flutua na água, mas uma lata de Coca-Cola normal afunda.

23 – A mente humana consegue manter relações sociais com no máximo 150 pessoas.

24 – Chocolate faz as pessoas mais felizes.

25 - Existem mais de 850 episódios perdidos, do seriado Chaves. Sendo que existem mais de 1.000 episódios gravados.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Redes Sociais hoje, amanha e sempre marcando vidas.

Uma rede social é uma estrutura social composta por individuos ou entidades fisicas, ligados por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na noção das redes é a sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os membros ou componentes
Para uma ascencao social a um emprego e em nossa realidade mocambicana  é preciso fazer parte duma rede social forte. Para uma possivel consideracao, nosentido de actualizado/moderno considera-se como base o uso de alguma rede social e esta, baseada no uso da internet. Que vantagens uma rede social pode trazer, afinal, para a possivel mobilidade social dos individuos mocambicanos? é assim tao necessario ter rede social para ter enquadramento profissional? E se estas redes sao um bem e por outro lado um mal, que pode se fazer para que haja igualdade consideracao entre os enquadrados em redes e os desenquadrados.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Adulacao

Muitos são os jovens que prosperam ascender socialmente, mas poucos possuem meios capazes de proprorcionar tal mobilidade. Assim, verifica-se na maior parte dos casos jovens que, em substituição dos meios que não os tem, optarem pelos supérfluos elogios aos seus compatriotas que já ascenderam, outros fazem de tudo para mostrarem que são capazes, uns tentam e conseguem aparentar a face que não os identifica. Muitos desses jovens que partem por este principio de adulação são de uma geração posterior a de Samora Machel, muitos deles tem uma socialização não controlada, isto e, se vêem mais avançados intelectualmente e poucos são os esforços empreendidos para o alcance do ambicionado estatus. Porem, uma questão que tanto me apoquenta e' o facto destes não terem em consideração a socialização universal da sua sociedade, como se tem dito, não seguem os postulados inseridos durante os processos de inculcacao de ferramentas de supremacao dos obstáculos da vida, mas sim, olham para a midia como um meio assaz de lhes proporcionar estes instrumentos para a mobilidade ascendente. não que seja mau usar a midia para a aprendizagem e aperfeicoamento, mas porque em uma sociedade como a nossa, ao meu ver, há uma necessidade de nao so optar-se da socialização da midia, como também da inculcada pelos parentes, estes que já possuem uma bagagem capaz de uma orientação metodológica daquilo que e' o nosso ambiente de vida.

A ser continuado o raciocínio, mas esta aberto o espaço para comentários.....

quinta-feira, 14 de julho de 2011

16 de Julho

Dia 16 de Julho, meu aniversario, calha com as datas que constam neste endereço http://pt.wikipedia.org/wiki/16_de_julho

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Conheça um pouco o Cineasta Pier Paolo Pasolini e enquadra-o na sociedade de informação

Pier Paolo Pasolini


Biografia
Era filho de Carlo Alberto Pasolini, militar de carreira, e de Susanna Colussi, professora primária, natural de Casarsa della Delizia (Friul), ao norte da Itália.Teve um irmão Guidalberto Pasolini (1925 - 1945) que faleceu em uma emboscada lutando na Segunda Guerra Mundial. Em 1926, porém, o pai de Pasolini foi preso por dívidas de jogo, e sua mãe se mudou para casa de sua família em Casarsa della Delizia, na região de Friuli.
Vida pessoal
Em 1939 Pasolini graduou-se em Literatura pela Universidade de Bologna. Era homossexual assumido, tendo experimentado seu primeiro amor homossexual com um dos seus alunos mesmo tempo, um estudante esloveno, Pina Kalč, se apaixonou por Pasolini.
Pier Paolo Pasolini era um artista solitário. Antes de ficar famoso como cineasta tinha sido professor, poeta e novelista. Entre seus livros mais conhecidos estão Meninos da Vida, Uma Vida Violenta e Petróleo (livro). De porte atlético e estatura média, Pasolini usava óculos com lentes muito grossas.
A adesão ao Partido Comunista Italiano
Em 26 de janeiro de 1947 Pasolini escreveu uma declaração polêmica para a primeira página do jornal Libertà: "Em nossa opinião, pensamos que, actualmente, só o comunismo é capaz de fornecer uma nova cultura." A controvérsia foi parcialmente devido ao fato de ele ainda não ser um membro do Partido Comunista Italiano [[PCI]. Após a sua adesão aos PCI, participou de várias manifestações e, em maio de 1949, participou do Congresso da Paz em Paris. Observando-se as lutas dos trabalhadores e camponeses, e vendo os confrontos dos manifestantes com a polícia italiana, ele começou a criar seu primeiro romance. No entanto, em outubro do mesmo ano, Pasolini foi acusado de corrupção de menores e atos obscenos em lugares públicos. Como resultado, foi expulso pela secção de Udine do Partido Comunista e perdeu o emprego de professor que tinha obtido no ano anterior em Valvasone. Ficou em uma situação difícil, e em janeiro de 1950 Pasolini se mudou para Roma com sua mãe.
Cinema
Realizou estudos para filmes sobre a Índia, a Palestina e sobre a Oréstia, de Ésquilo, que pretendia filmar na África (Apontamento para uma Oréstia Africana). Seus filmes são muito conhecidos por criticarem a estrutura do governo italiano (na época fortemente ligado à igreja católica), que promovia a alienação e hábitos conservadores na sociedade. Além disso, seu cinema foi marcado por uma constante ligação com o arcaísmo prevalecente no homem moderno. Prova disso é a obra Teorema, em que um indivíduo entra na vida de uma família e a desustrutura por inteiro (cada membro da família representa uma instituição da sociedade). Dirigiu os filmes da Trilogia da Vida com conteúdo erótico e político: Il Decameron, I Raconti di Canterbury e Il fiore delle mille e una notte. Pasolini, em um determinado momento da sua vida, renegou esses filmes, afirmando que eles foram apropriados erroneamente pela indústria cultural, que os classificava como pornográficos.
Essa trilogia foi filmada na Etiópia, Índia, Irã, Nepal e Iêmen. Os filmes eram dublados em italiano. Pelo conteúdo pretensamente classificado como erótico, foi proibido nos Estados Unidos e só foi exibido na década de 80. No Brasil só foi exibido após a abertura política. Em Accattone, de 1961, Pasolini pôs em prática sua visão sobre a classe do proletariado na sociedade italiana da época. Gostava de trabalhar com atores amadores e do povo.
Morte
Foi brutalmente assassinado em novembro de 1975 Seu corpo tinha o rosto desfigurado e foi encontrado no hidro-aeródromo de Ostia. Os motivos de seu assassinato continuam gerando polêmica até hoje, sendo associados a crime político ou um mero latrocínio. Um processo judicial concluiu que o cineasta foi assassinado por um garoto de programa, que teria o intuito de assaltá-lo. Tal versão, porém, não se sustenta mais. Existem estudos, filmes e programas de tv que põem por terra a versão acatada pela justiça italiana. No ano de 2005, Pino Pelosi declarou não ter sido ele o assassino de Pasolini, depois de ter cumprido pena como assassino confesso.

Publicado por agnaldomoises e a midia passa a ser o opio do povo....

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O profeta Moisés

Moisés

Moisés com as Tábuas da Lei, por Rembrandt.
Moisés (em hebraico: מֹשֶׁה; moderno: Moshe tiberiano: Mōšé; em grego: Mωϋσῆς, Mōüsēs; em árabe: موسىٰ, Mūsa; 1592 a.C. - 1472 a.C.[1]) foi um profeta israelita da Bíblia hebraica (Tanakh, conhecida entre os cristãos como Antigo Testamento), da Tribo de Levi. De acordo com a tradição judaico-cristã, Moisés foi o autor dos 5 primeiros livros do Antigo Testamento (veja também Pentateuco). É encarado pelos judeus como o principal legislador e um dos principais líderes religiosos. Para os muçulmanos, Moisés (em árabe موسى, Musa) foi um grande profeta.
Segundo o Livro do Êxodo, Moisés foi adotado pela filha do faraó, que o encontrou enquanto se banhava no rio Nilo e o educou na corte como o príncipe do Egito. Aos 40 anos (1552 a.C.[1]), após ter matado um feitor egípcio levado pela "justa" cólera, é obrigado a partir para exílio, a fim de escapar à pena de morte. Fixa-se na região montanhosa de Midiã, situada a leste do Golfo de Acaba. Por lá acabou casando-se com Séfora e com ela teve dois filhos, Gérson e Eliézer. Quarenta anos depois (1512 a.C., no Monte de Horebe, ele depara-se com uma sarça ardente que queimava mas não se consumia e assim é finalmente "comissionado pelo Deus de Abraão" como o "Libertador de Israel".
Ele conduziu o povo de Israel até ao limiar de Canaã, a Terra Prometida a Abraão. No início da jornada, encurralados pelo Faraó, que se arrependera de te-los deixado partir, ocorre um dos fatos mais conhecidos da Bíblia: A divisão das águas do Mar Vermelho, para que o povo, por terra seca, fugisse dos egípcios, que tentando o mesmo, se afogaram. Logo no início da jornada, no Monte de Horebe, na Península do Sinai, Moisés recebeu as Tábuas dos Dez Mandamentos do Deus de Abraão, escritos "pelo dedo de Deus". As tábuas eram guardadas na Arca do Concerto. Depois, o código de leis é ampliado para cerca de 600 leis. É comumente chamado de Lei Mosaica. Os judeus, porém, a consideram como a Lei (em hebr. Toráh) de Deus dada a Israel por intermédio de Moisés. Em seguida, os israelitas vaguearam pelo deserto durante 40 anos até chegarem a Canaã.


Escultura de Moisés por Michelangelo
Durante 40 anos (segundo a maioria dos historiadores, no período entre 1250 a.C. e 1210 a.C.), conduz o povo de Israel na peregrinação pelo deserto. Moisés morre aos 120 anos (1472 a.C.), após contemplar a terra de Canaã no alto do Monte Nebo, na Planície de Moabe. Josué, o ajudante, sucede-lhe como líder, chefiando a conquista de territórios na Transjordânia e de Canaã.
No Cristianismo, Moisés prefigura o "Moisés Maior", o prometido Messias (em grego, o Cristo). O relato do Êxodo de Israel, sob a liderança por Moisés, prefigura a libertação da escravidão do pecado, passando os cristãos a usufruir a liberdade gloriosa pertencente aos filhos de Deus.
Na Igreja Católica e Igreja Ortodoxa, é venerado como santo, sendo a festa celebrada a 4 de setembro.
Segundo a Edição Pastoral da Bíblia seu nome é citado 894 vezes na Bíblia.



Nome de Moisés
A origem do nome Moisés é controversa. As evidências apontam para a origem egípcia do nome sem o elemento teofórico. Més (ou na forma grega, mais divulgada, Mósis), deriva da raiz substantiva ms (criança ou filho), correlata da forma verbal msy, que significa "gerar" (note-se que na língua egípcia, à semelhança de outras do Próximo Oriente, a escrita renunciava ao uso das vogais). Més significa assim "gerado", "nascido" ou "filho". Tome-se como exemplo os nomes dos faraós Ahmés (Amósis), que significa "filho de [deus] Amon-Rá", Tutmés (Tutmósis), significando ("filho de [deus] Tut), ou ainda Ramsés, com o significado de "filho de [deus] Rá".
De acordo com Êxodo 2:10 (ALA), é explicado que "quando o menino era já grande, ela [a mãe natural] o trouxe à filha de Faraó, a qual o adoptou; e lhe chamou Moisés, dizendo: Porque das águas o tirei." Para os judeus, o nome Moisés, em hebr. Móshe (מֹשֶׁה), é associado homofonicamente ao verbo hebr. mashah, que têm o significado de "tirar". Na etimologia judaica popular, têm o significado de "retirado [isto é, salvo]" da água. Veja também Antiguidades Judaicas, Flávio Josefo, Livro II, Cap. 9 § 6.
Estudiosos da História acreditam que o período que Moisés passou entre os egípcios serviu para que ele aprendesse o conceito do "Monoteísmo", criado pelo faraó Akhenaton, o faraó revolucionário, levando tal conceito ao povo judeu.
Família
Moisés era da Tribo de Levi, mas seus filhos são contados como sendo da tribo de Davi.


Visão de Moisés pelas religiões
Judaísmo
Há uma riqueza de histórias e informações adicionais sobre Moisés nos livros apócrifos judaicos e no gênero da exegese rabínica conhecida como Midrash, bem como nos trabalhos antigos da lei oral judaica, a Mishná e o Talmud.
Historiadores judeus que viviam em Alexandria, como Eupolemus, atribuíram a Moisés a proeza de ter ensinado aos fenícios o seu alfabeto, semelhante a lendas de Toth. Artapanus de Alexandria explicitamente identificou Moisés não só com Toth / Hermes, mas também com a figura grega Musaeus (a quem ele chama de "o professor de Orfeu"), e atribuiu a ele a divisão do Egito em 36 distritos, cada um com sua própria liturgia. Ele nomeia a princesa que adotou Moisés como Merris, esposa do faraó Chenefres.
As fontes antigas mencionam uma Assunção de Moisés e um Testemunho de Moisés. Um texto em latim foi encontrado em Milão no século XIX por Antonio Ceriani, que o chamou de Assunção de Moisés, embora não se refira a uma assunção de Moisés ou contenha partes da assunção que são citadas por autores antigos, e parece que é realmente o testemunho. O incidente que os autores antigos citam também é mencionado na Epístola de Judas.
Para os judeus ortodoxos, Moisés é realmente Moshe Rabbenu, `Eved HaShem, Avi haNeviim zya"a. É chamado de "Nosso Líder Moshe", "Servo de Deus", e "Pai de todos os Profetas". Na sua opinião, Moisés não só recebeu a Torá, mas também o revelado (de forma escrita e oral) e o oculto (os ensinamentos `hokhmat nistar, que deram ao judaísmo o Zohar de Rashbi, a Torá de Ari haQadosh e tudo o que é discutido na Yeshivá Celestial entre Ramhal e seus mestres). Ele também é considerado o maior profeta.
Decorrente em parte da sua idade, mas também porque 120 está em outro lugar indicado como a idade máxima para os descendentes de Noé (uma interpretação de Gênesis 6:3), "que você viva até os 120" tornou-se uma benção comum entre os judeus.
Cristianismo
Para os cristãos, Moisés - mencionado mais vezes no Novo Testamento do que qualquer outro personagem do Antigo Testamento - muitas vezes é um símbolo da lei de Deus, como reforçado e exposto nos ensinamentos de Jesus. Escritores do Novo Testamento muitas vezes compararam as palavras e feitos de Jesus com os de Moisés para explicar a missão de Jesus. Em At 7:39-43, 51-53, por exemplo, a rejeição de Moisés pelos judeus que adoravam o bezerro de ouro é comparada à rejeição de Jesus pelos judeus que continuavam no judaísmo tradicional.
Identidade de Moisés
Família:'Coaraixitas, da Tribo de Levi
Nome: Moisés
Significado: Mósis, em egípcio, significa "filho".
Para os judeus, significa "retirado" das àguas.
Avô: Coate, 2.º filho de Levi
Mãe: Joquebede, segundo livros apócrifos, tia de Anrão
Pai: Anrão, filho de Coate
Esposa: Ziporá,ou Seforá(em hebraico tzipora)
Sogro: Jetro
Irmãos: Miriã / Aarão
Filhos: Gersom / ElMoisés (em hebraico, Moshe, משה), profeta israelita da Bíblia Hebraica (conhecida entre os cristãos como Antigo Testamento), da Tribo de Levi.
Sobrinhos: Nadabe / Abíu / Eleazar / Itamar
Local de Nascimento: Egito
Localização Temporal: 1250 a.C.
Tempo de Vida: 120 anos
Motivo de Morte: Não há relatos específicos da morte
Local de Morte: Monte Nebo, Planíce de Moabe.


Buscado e publicado por Agnaldomoises

Breves reflexões sobre os direitos das crianças em Moçambique

1.       Introdução São tecidas breves reflexões no presente artigo com o objetivo de contextualizar, através de factos que se evidenciam...